domingo, 12 de outubro de 2014

Dia das Crianças: Consciência Social!

Hoje, de modo especial, lembramos o dia da ‘CRIÂNÇA’, que, O Estatuto da Criança e do Adolescente (7ª Edição, 2010), conceitua como a pessoa de zero a doze anos de idade. A psicologia considera essa faze infantil como uma das mais importantes na vida humana, pois, nesta faze a pessoa inicia sua formação físico- biológica, psico-social e espiritual. Quando nesta faze a criança não é bem cuidada e orientada no seu desenvolvimento, as outras fazes de sua vida (adolescência, a faze adulta e a pós-adulta) podem apresentar diversos problemas na vida da pessoa. Por isso a importância de se ter uma boa infância. É de responsabilidade da família, da sociedade e do governo promover essa boa infância.

Porém, na nossa história, nem sempre os direitos da criança e deveres para com ela foram assegurados. Na verdade pouco existia uma preocupação nesse sentido. Na sociedade espartana os meninos eram levados para o colégio militar já cedo, com uma formação e disciplina rígida. As crianças que apresentavam algum defeito físico eram mortas. Pois a finalidade desta sociedade era preparar a pessoa para a luta, quando se tratava de menino, ou para o cuidado do lar, quando se tratava de menina. Na Idade média tinha-se um conhecimento sobre o valor da criança, porém muitas eram tratadas como objetos de exploração. Algumas religiões chegaram até a assassinar crianças, acreditando que este ato agradaria as entidades divinas e aplacaria sua fúria. Na Revolução Industrial as crianças eram exploradas. Elas trabalhavam 12 horas por dia e muitas vezes não se alimentavam. Durante um longo percurso da historia as crianças não tiveram vez e nem voz. Eram tidas como pessoas que nada sabiam e que estavam sobre a obrigação de seus responsáveis.

Hoje, graças a Deus, as coisas mudaram, e percebemos que assim como o adolescente, o adulto e as pessoas de terceira idade têm seus direitos e dignidade, sua importância e valor na sociedade, do mesmo modo as crianças também o têm. Esses direitos lhe são assegurados pela justiça, cabendo ao responsável ou qualquer membro da sociedade, consciente de sua obrigação em quanto cidadão, lutar pelo direito dos pequeninos e pequeninas. Na tradição bíblica, apesar de alguns elementos de preconceito em relação às meninas, a criança é vista como sinal de luz e esperança.  Jesus chega a afirmar que delas são o Reino de Deus e que devemos ser como elas, se quisermos o Reino. (Marcos 9.36,37/Mateus 11.16,17/Lucas 7.31,32). Isso demonstra a importância que a criança tem para e na nossa vida.

Hoje temos orfanatos que cuidam de crianças abandonadas, além de outras instituições que asseguram o direito da criança, porém, ainda se trona urgente refletirmos e tomarmos consciência de nossa obrigação em quanto cidadão ou religioso, pois, muitas vezes, crianças são maltratas. Elas são alvo frágil e fácil do tráfico de drogas e da exploração. Muitas pessoas e empresas utilizam das crianças como meio de ganhar dinheiro. Neste sentido, elas se tornam objetos de exploração. Outras crianças são jogadas nas ruas, desprezadas por pais ou responsáveis e até pela sociedade. Não podemos deixar isso acontecer. Que possamos perceber o real valor das crianças em nossa vida. Nós um dia fomos crianças e queríamos ser ouvidas em nossos sonhos e acolhidas e nossa família e sociedade. Deste modo precisamos despertar uma consciência humanitária, fraterna e responsável para os cuidados com nossas crianças. Há muitas crianças que sofrem preconceito dos diversos tipos, como o bullying, e muitas vezes lhes faltam seus direitos, como alimentação, esporte, lazer, educação, moradia, cultura, vida digna e sociedade acolhedora. Todos nós, família, sociedade e governos, somos responsáveis por elas. Não podemos deixa-las desamparadas de seus bens preciosos para um bom desenvolvimento físico-psico-socio-espiritual. Feliz dia das CRIANÇAS para todas, que Deus abençoe e que Maria, que cuidou do menino Jesus, nos ajude a cuidar de nossas crianças! Parabéns!!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Mês Missionário e a 'Memória Viva' dos Missionários Redentoristas.

No mês de outubro a Igreja Católica celebra o mês missionário. Junto dela nós, Missionários Redentoristas, trazemos a ‘viva memória’ dos nossos 281 anos de fundação como Congregação Missionária do Santíssimo Redentor. Nossa identidade missionária e nossa missão de evangelização teve seu começo com nosso Pai Afonso, no seu contato e convivência com os cabreiros, pobres, abandonados e excluídos da sociedade em Scala.

Essa experiência despertou a intuição de Afonso, no chamado de Deus, para fundação de sua Congregação Missionária. E assim como as mulheres, Maria Madalena e outra Maria, foram as primeiras a anunciarem aos apóstolos a Ressurreição de Jesus, do mesmo modo, foi por meio de Madre Celeste Crostarosa que a fundação da Congregação foi anunciada e revelada a Santo Afonso. Deste de então, nossa Congregação foi se formando e ganhando novo vigor, com nossos santos e beatos e nas nossas diversas experiências missionárias com o povo de Deus.

Nossas Constituições e Estatutos são o compêndio de nossa caminhada missionária religiosa e de nosso modo de ser missionário redentorista. As Constituições e Estatutos propõem o nosso caminho e nossa razão de ser Redentorista, no seguimento de Cristo e no anúncio da Copiosa Redenção a serviço da Igreja e da humanidade. (Cf. Carta do Superior Geral, Pe. Juan M. Lasso Dela Veja, aos Redentoristas, 2004, nº XXXIV).

Somos, por natureza, missionários (Const.1), independente de onde estejamos e do estado de vida em que nos encontramos. Se somos missionários, então temos uma missão. A primeira e principal missão é “a proclamação explícita da palavra de Deus para a conversão fundamental.” (Const.10).  Evangelização e conversão são dois conceitos nossos que devem estar em nosso modo de ser e deve fazer parte da nossa missão.

Os destinatários de nossa missão são os homens mais abandonados, ou seja, “são os que a Igreja não pôde ainda prover de meios suficientes de salvação; os que nunca ouviram o anúncio da Igreja, ou pelo menos, não o recebem como ‘Evangelho’; ou, finalmente, os que são prejudicados pela divisão da Igreja.” (Const. 3). Entre todos os que necessitam da evangelização, entre os grupos humanos mais necessitados de auxílio espiritual, nós estamos obrigados a atender de modo especial aos pobres, mais fracos e oprimidos, cuja evangelização deve ser sinal da obra messiânica, e com os quais o Cristo mesmo quis, de certa maneira, identificar-se. (Const.4). O mandado concedido a nós de evangelização e conversão aos pobres e abandonados socialmente, culturalmente, politicamente, e espiritualmente, visa à libertação e salvação da pessoa humana toda. (Const.5). Neste sentido temos bem claro o nosso ser missionário e nossa missão, que se identifica com o que é celebrado pela Igreja no presente mês.

Há 54 anos os primeiros Redentoristas irlandeses Pe. João Myers, Pe. Tiago McGrath, Pe. Jaime Collins e Pe. Miguel Kirwan, chegaram ao Brasil, no Rio de Janeiro e ficaram em Goiás. Destes, dois anos depois, ou seja, no dia 05 de fevereiro de 1962, se formou a Vice-província em Fortaleza. Aos poucos fomos nos expandindo e assumindo novas regiões missionárias como a Paróquia de São Raimundo Nonato, a Paróquia São José Operário, em Paraíso do Norte de Goiás e a capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na diocese de Iguatu, dentre outras. Atuamos em três Estado: Piauí, Maranhão e Ceará, E iniciamos uma experiência na Àfrica. Contamos atualmente com 45 Missionários professos e 10 fundações.


Como Missionários Redentoristas atuamos em diversas áreas missionárias como nas paróquias, nos santuários, na formação, na animação vocacional, no rádio e na tv, dentre outros, porém, nos Brasil somos conhecidos popularmente pelas ‘Missões Populares’. Com esta realizamos nosso carisma de ser missionário, testemunhas vivas da redenção, continuador de Jesus Cristo; e a nossa missão de levar a redenção de Jesus Cristo para os pobres e abandonados. Contudo, neste mês missionário, em que a Igreja Celebra o mês da missão, nós fazemos memória de nossa caminhada missionária, ao mesmo tempo em que celebramos ‘O Ano Vocacional Redentorista’. Que o Senhor possa nos ajudar a renovar nossas estruturas missionárias, animar o povo de Deus na FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE, para evangelizar de um modo sempre novo. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e Santo Afonso: rogai por nós!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A importância de debater política.



A palavra política deriva de “polis” que remonta às cidades da Grécia Antiga, berço de Aristóteles, que afirmou que o homem é um animal político no que tange à necessidade de se relacionar com os outros. Para tanto, é preciso compreender que a política faz parte da vida do ser humano e muito interfere no dia a dia.

Com efeito, faz bem ressaltar que, política não deve ser somente concebida como a política partidária, como as campanhas que os candidatos aos cargos públicos fazem de dois em dois anos. Infelizmente para muitos, só se toca nesse assunto quando chega o período eleitoral e para muitos nem nesse período.

Os jovens, muitas vezes não gostam desse assunto, acham chato, pois bem, não gostar de política é uma forma de se alienar. A política implica no cotidiano: no que estará na mesa para as refeições, no atendimento público de saúde, na segurança pública, na educação de qualidade e inúmeras prioridades que devem ser oferecidas pelo estado.                                                        

Esses pontos de importância relevante, sempre estão em destaque no discurso dos candidatos. A saúde, a segurança, a educação e problemas regionais de cada estado. Aprofundando: nota-se muitas vezes, entre os políticos profissionais, acordos e conchavos para as eleições. Devido a isso e ao não cumprimento de promessas feitas na época da eleição à política fica em parte desacreditada e pode se cair em uma generalização de que nenhum candidato eleito será bom ou que existe um candidato que é dos males o pior.

Tratando-se do regime atual na sociedade brasileira, se tem o poder nas mãos de escolher um representante democraticamente por meio do voto secreto. O poder é do cidadão, do trabalhador, do pai de família, do operário, e ele passa esse poder para um representante, que deve honrar o voto e a confiança do povo.

Se por um lado existem os que não gostam da política, por outro lado existem os que a querem separar da religião. Entretanto, política e religião estão juntas, pois existem defesas políticas que são preceitos e valores religiosos e, portanto devem ser seguidos pelos que professam determinada fé. Assim, os que professam uma fé, não podem ser alheios à realidade política que os cerca.


Felipe Feijão, estudante de Filosofia – UECE

Teologia Moral afonsiana: a copiosa redenção!


Nosso Pai, Santo e doutor: Afonso Maria de Ligório (1696), fundador dos Redentoristas, é reconhecido após o concílio de Trento, no século XVIII, pela reforma no sistema moral da época, na sua mais brilhante obra: a Theologia Moralis (1753-55). Nela Afonso se posiciona entre as duas correntes morais mais radicais de seu tempo: o rigorismo e o laxismo. A primeira afirmava a conduta humana na radicalidade da lei e descartava o arbítrio humano, a segunda destacava a liberdade humana como autoridade e princípio da conduta, sem nenhuma preocupação com a lei e com o ético.

Segundo o teólogo Théodule Rey- Mermet, na obra A Moral de Santo Afonso de Liguoui (1991), Santo Afonso não segue nenhum dos dois caminhos, mas o meio termo, o justo meio: o equiprobabilismo. Este consiste no seguimento de uma conduta provável entre uma opinião que afirma cegamente a radicalidade da lei e uma outra que a nega. Questão é o equilíbrio entre a lei e a liberdade, sendo que quando a lei se demonstrar duvidosa, pois apresenta opinião contrária a ela, a liberdade deve ser o caminho mais acertado, portanto, a lei, neste caso, não deve obrigar, mas a razão conforme a opinião mais provável. Sua teologia moral foi feita para os seus confrades e para o atendimento ao povo nos confessionários, pois foi nas confissões e no contato com o povo que Afonso percebeu a necessidade de um novo caminho moral que apresentasse a face de um Jesus Redentor para o povo abandonado e excluído espiritualmente e socialmente.

A questão da moral estava diretamente ligado aos casos de consciência. Assim a sua teologia moral trata especificadamente da consciência. Esta é o grande bem precioso da humanidade. A consciência tem um papel determinante no agir do ser humano. E na dúvida moral, entre o caminho do bem e o obrigatório, é necessário a consciência seguir o caminho mais provável. Quando as leis canônicas e as escrituras não conseguem dar respostas claras para a condução da consciência, então, a razão, deve ser o caminho. O bom senso se torna, assim, o guia. Deste modo nosso Pai Afonso apresentou uma nova face ética do Cristo até então nunca vista na época: Jesus redentor que veio para salvar a todos e não uma minoria, que não tem seus escolhidos determinados e puros, mas que busca salvar a todos e especialmente e urgentemente os mais abandonados e excluídos da sociedade. Um Deus encarnado na pessoa de Jesus que literalmente morreu de amor a nós.

Afonso foi bastante criticado em sua época, tanto pelos rigoristas, que viviam num ideal radical a lei, distante da realidade do povo, como pelos laxistas, que afirmavam liberdade fora de cogitação de uma vontade divina, onde tudo pode. Sua obra foi proibida em muitos locais, porém não abriu de mão de seu pensamento por este apresentar-se como o melhor, mais humano e mais divino, caminho a seguir. 

Hoje nós somos convidados a refletir sobre nosso caminho moral, político e social. Sobre nossa relação com Deus e com os homens, sem esquecer-se do nosso planeta. A nossa sociedade é pluralista e nossas relações ficaram mais complexas, porém, assim como nosso Pai, precisamos dar respostas às exigências da atualidade.  A moral de Afonso apresenta um Jesus redentor, que acolhe e quer salvar a todos. Como podemos continuar esse projeto? Nosso caminho de fé e vida é inclusivo, dialogal, respeitoso com as diferenças? Estamos traçando, com a inspiração da palavra de Deus, o caminho a seguir? O princípio do amor continua sendo o caminho, porém, nosso desafio é entrar num consenso com as outras formas de viver da sociedade, que muitas vezes se apresentam novas e diferentes, e outras vezes, contrárias aos princípios do amor e da vida. Respostas e a lutas se tornam urgentes para nós, como religioso, como leigo, como cidadão, como redentorista: pois a salvação começa hoje e agora em nossas diversas realidades em quanto vivermos aqui, e atinge o seu nível  mais elevado, transcendente, em que há uma diversidade de crenças.

Pai Santo Afonso: ajudai-nos na nossa caminhada aqui na terra.

domingo, 28 de setembro de 2014

Santo Afonso: o Rosário e a Vida.




Santo Afonso, dentre outros, é um dos grandes homens, que testemunhou sua Fé em Deus e apresentou para o povo, com sua vida e serviço, um caminho acessível a Deus. Uma ‘vida de Oração’ foi algo que fez parte de sua vida e na tomada de suas mais importantes decisões: como abandonar um caminho de sucesso: sendo advogado, ou músico, ou pintor, ou escritor, ou possuidor de qualquer outro cargo elevado de sua época, para seguir um caminho de serviço a Deus e ao povo de Deus. 

Para Afonso oração é encontro e intimidade, é desejo e diálogo com Deus. Nesse caminho orante, destaca-se o carinho e apelo a Maria, que ele sempre apresentou em suas orações e seus escritos, como a ‘visita ao santíssimo sacramento’ e a ‘Glórias de Maria’.

Um dos instrumentos de oração que nós, redentoristas, temos hoje, em nosso hábito, é o ‘Rosário’. Engraçado: sempre tive curiosidade de saber se alguém reza, ou rezou aquele rosário presente no hábito! Porém, o mais importante é perceber a 'importância da reza do rosário', ou qualquer instrumento religioso, na vida de oração.

Todo instrumento religioso te sua importância, porém, falo do rosário, porque este contém aquilo que é importante na nossa vida cotidiana e de oração: a memória viva e presente de Jesus Cristo, da trindade e de Maria, dentre outros, como participante da graça de Deus. O rosário descreve os pontos principais da vida de Jesus, nos seus mistérios: é uma catequese. Se meditarmos o rosário em nossa vida veremos o quanto ele é importante para trazermos viva a história de vida e salvação do povo de Deus e encarná-la com a nossa. Por isso o rosário é uma viva memória de Jesus, que está conosco em nossa vida.

Desde ‘o sinal da santa cruz’ até a ‘salve rainha ‘’ o rosário descreve e apresenta aquilo que faz parte da fé cristã católica. É as nossas convicções de fé que são: verdade e vida, pois aconteceu e está em nós. Porém, não se trata somente de contemplar os mistérios e pronto, mas fazer relação com nossa vida, nossa caminhada, para melhor viver. Assim como contemplamos a santíssima trindade, que é a comunidade perfeita, no momento inicial do rosário, nós somos convidados a viver em comunidade, diálogo e fraternidade, semelhante a trindade santa. Assim como contemplamos o Pai nosso, que medita a vontade do homem em exaltar a Deus e pedir sua ajuda nas suas necessidades e convivência social, somos também nós, convidados a reconhecer e realizar esse projeto na sociedade. As ave-marias, entre cada mistério, nos faz reconhecer a importância de Maria e de todas as mulheres que participaram e participam no projeto de Redenção de Cristo. Portanto, no rosário está contido, de forma resumida, os elementos de verdade que faz parte da história e vida do povo de Deus e no rosário está contido os nossos anseio e desejos, de modo geral e simples, para nossa vida e na nossa relação com Deus.


Que os instrumentos religiosos, assim como o rosário, possa nos ajudar, cada dia mais a se encontrar com Deus e fazer um caminho de salvação, ou seja, caminho de verdade e vida. Que Santo Afonso nos ajude a bem viver a vontade de Deus pela intercessão de Maria.

sábado, 27 de setembro de 2014

Fé, Vida e seus percursos!

A partir de hoje inicia-se algumas reflexões sobre a espiritualidade redentorista e sobre assuntos que fazem parte da Fé e Vida do povo. Não se trata somente de questões religiosas, mas também sociais e políticas, pois, o SER HUMANO, por natureza, está envolvido nessas três realidades: a humana, espiritual e social. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Santo Antonio e a Vida Matrimonial: uma realidade possível, ou ilusão?!


                Ontem, dia 12, foi dia dos Namorados. Meus parabéns para todos aqueles que são namorados, ou estão namorando. E para aqueles que ainda não realizaram esse sonho, meus votos de paciência e esperança, pois somente desta forma-com paciência e esperança- é se chega a aquilo que o coração  anseia. Hoje celebramos Santo Antônio, ele dedicou sua vida em função da vontade de Deus e da justiça social que provem dessa vontade divina.
Pela fé o povo costuma rogar por Santo Antonio para que ele ajude no caminho daqueles que querem ter um (a) namorado (a), e, além disso, uma vida conjugal feliz. Pelos resultados positivos obtidos através deste santo, ele é tido como o padroeiro dos namorados. O testemunho da vida do povo é a prova visível de que realmente esse santo nos ajuda em nossos sonhos. Dessa forma entra a questão: o matrimônio é realidade ou ilusão? Particulamente considero que o matrimônio é uma realidade possível. Dessa resposta surge outra pergunta: se a vida matrimonial é possível, por que muitos casamentos não perduram a vida toda ou não tornam as pessoas felizes?
Nosso grande problema está na falta de clareza sobre o sentido profundo e verdadeiro da vida matrimonial e sobre o processo que leva o casal a este fim. Muitas pessoas querem namorar, casar e serem felizes, porém, elas não têm paciência. Querem no hoje, agora e imediatamente. Querer as coisas dessa forma é um risco muito grande, pois todo relacionamento precisa e tempo e maturidade para realmente acontecer. Quem pensa que tendo um (a) namorado (a)  e casando , posterior mente , será feliz, está enganado. Pois não é o namoro ou casamento por si que transforma tudo e poder fazer verdadeiramente as pessoas felizes, mas aquilo que leva duas pessoas a se unirem e cainharem juntos: o amor. Sem este nada perdura, nada continua, tudo fica vazio.
Daí é importante perceber o percurso que leva duas pessoas, ou casal, ou namorado, a se unirem e terem uma vida matrimonial. Não podemos confundir quatro coisas importantes que pode acontecer ou não na vida a dois para o matrimônio: a carência afetiva, a necessidade sexual, a paixão e o amor. Essas quatro coisas podem ajudar ou atrapalhar a vida matrimonial, muitas vezes elas se confundem, pois isso é importante ter clareza sobre o que estamos sentindo e se o que sentimos é o que profundamente queremos para nossa vida. Essas quatro coisas precisam estrar e harmonia e levar casal ao seu estágio mais puro: o do amor. Isso vai fazer o casal ser verdadeiramente feliz.
A carência.
Esta é a primeira coisa que faz parte de nós. Somos carentes, sensíveis e o que vemos, vivemos e sentimos mexe conosco. As vezes são coisas boas, as vezes ruim, pois o exterior mexe conosco e nas nossas experiências afetivas mais profundas. Muitas vezes as pessoas querem outras, querem namorar e casar, porque não querem ficar só. Isso faz parte de nossa carência, porém, não deve ser a justificativa para iniciar um relacionamento qualquer com uma pessoa qualquer, pois a união de duas pessoas por carência não dura muito e não faz o ser humano ser verdadeiramente feliz. Por isso é importante perceber com quem se está relacionando e por que. O que realmente os dois estão sentindo e o que realmente os dois querem. A carência vai ajudar os dois a se aproximarem porém, não vai mante-los unidos. Pois a carência não vai preencher tudo que há no ser humano, mas pode ser um primeiro momento que não deve ser negado, mas reconhecido na vida a dois e percebido se leva os dois a outros estágios mais elevados do relalionamento: o afeto, o sexo e o amor.
A necessidade sexual
Esta na maioria das vezes faz parte de pessoas que já têm uma vida sexual ativa, ou seja, ela está num outro nível da vida. A necessidade sexual é algo positivo na vida. Somos sentimentos e desejos, porém, não se pode confundir a necessidade sexual por carência, paixão e amor. Tem casos de pessoas que adquiriram uma necessidade sexual, por conta das ituações da vida, porém, no relacionamento, isso não mantem as pessoas unidas. Só dura enquanto houver sexo. Hoje temos muito um instímuloa isso, porém, não é o fim mais pro e mais sublime da vida a dois. É um momento importante que nos satisfaz momentaneamente, porém não deve ser visto com o essencial, mas como o complementar. É importante o casal ter clareza disso e transparência, em relação a isso, para perceber a para que fim o casal quer chegar. Pois, para que a vida matrimonial perdure,  só o sexo não basta e não completa a vida do casal. Portanto, se o fim útil do relacionamento é  o sexo, então, quando houver crises, períodos de pouco necessidade sexual, o relacionamento acaba. Pode até acontecer que ele perdure, mas o ser humano não se rentirá completo.
A paixão (de estar apaixonado)
Esta é a situação, no relacionamento, em que o casal ou a pessoa pode chegar a um nível muito bom, porém, bastante conflitante, quando não correspondido.Vai depender da maturidades e consciência em que o ser humano tem de si. A paixão mexe conosco, com nosso corpo, com nossos sentimentos e com nosso modo e ver o mundo. Normalmente, cetra-se na cabeça a ideia sobre a outra pessoa desejada. O outro atinge uma significação esplendida e nos leva para um momento se estase. O estar próximo já é algo fabulosos. Quando se estar apaixonado normalmente pouco se enxergar os defeitos da outra pessoal. Ela(e) é percebida (o) como bela (o) , esplendida (o), delicada (o). Desse modo boa parte da razão de sua vida está em função da outra pessoa. Isso é lindo para o casal que deseja unir-se, porém, não é o seu momento mais puro, pois, a paixão passa e a realidade defeituosa do outro aparece na convivência. Com a paixão, a carência e a necessidade sexual se torna algo mais vivo, intenso. Porém, a paixão se torna algo mais puro do que a necessidade sexual e a carência, porque, mesmo que não haja sexo e que não se esteja próximo, a ligação e aproximação do casal ou de um dos parceiros extrapolam  barreira da distância. Porém, na união e na convivência, as fragilidades, ou limites e defeitos do casal aparecerá e quebrará todo aquele ideal e mexerá por dentro, tem situações de grande decepção em que a paixão se torna ódio. Esse é o inverso da paixão. É o que há de mais negativo no relacionamento. E pode geral feridas sentimentais ou violência física terríveis. Por isso, no relacionamento é importante ter o equilíbrio de cada coisas, se não, as dores e tristezas serão inevitáveis e a união pode chegar a se apartar irreparavelmente. É importante perceber que dependendo da personalidade da pessoa, de como ela acolhe isso, a paixão pode ser boa, ou pode lava-lo a brigas de ciúmes constantes. Porém, que bem administrado  paixão e ela pode levar o casal ao nível profundo do amor.
 O Amor
Este é esplendido, é o que há de mais divino no homem. É o que dá sentido profundo e fundamental a vida humana. O amor é um estado de maturidade no relacionamento em que o pessoa que ama é livre verdadeiramente. Ela não depende da carência, do sexo, da paixão para amar a outra pessoal. No amor o casal verdadeiramente se conhece, qualidades e defeitos e decidiram se unir a tal ponto de um completar o outro. A união se dará em todos os momentos: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na vida aqui e na vida eterna, de outra forma. Este sentido profundo do amor faz com que as diferenças seja algo pequeno, algo que é superado pelo que de mais profundo e verdadeiro existe no homem. O amor verdadeiro não se determina pelas circunstância. Não existe distância para que ama, mas confiança. Ele, o amor, não precisa conquistar, porque, ama incondicionalmente. Quem ama tanto quer ajudar como deseja que o outro seja livre e feliz. É doação, entrega. A pessoa que ama sabe para onde seguir, saber o que fazer, e, ao contrário da paixão, está em paz. Esse nível de amor, torna o casal verdadeiramente feliz, pois está além de qualquer circunstância, no sentido, que Não está determinado pelas coisas e que não muda de essência. O amor de mãe se aproxima disso, mas o mais perfeito e sublime é o amor de Jesus que, deu-nos essa maior prova de amor.
Para que a pessoa que deseja ter uma vida matrimonial feliz, é preciso que ela saiba caminhar e o que profundamente ela quer. O diálogo é muito importante, a sinceridade também e o fim não podem ser esquecido, e o maior desafio: o amor puro. Normalmente esse amor se apresenta de forma mais presente quando  o casal já está num nível de vida elevado, pois, o corpo e os sentimentos não mantem a mesma potência, mas o amor, esse se tornará o caminho mais verdadeiro e mais profundo da vida humana. E ai sabemos verdadeiramente que amamos e somos amados. Muitos casais não têm a devida paciência para chegar  esse nível e Amor. Alguns param no início, outros no meio do caminho, por isso, que não se descobre o sentido profundo de uma verdadeira relação humana. Outros não se abrem pra buscar essa realidade e ai as coisas morrem. As decepções acabam com nossas esperanças e ai a busca pelo amor é abandonada. Muitos não acreditam nisso, por isso, que o amor não se realiza. Mas, de fato ele existe. O amor conjugal se estende para o amor familiar, porém, seu desafio maior é atingir a sociedade, além da queles que existe entre os amigos. Jesus continua sendo essa maior expressão de amor. Quem atinge esse estágio puro reconhece Jesus profundamente, ou quem reconhece ou seque jesus profundamente atinge esses estágio profundo de AMOR.